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Curso online de Educação Infantil (Teorias e práticas pedagógicas)

6 princípios que a escola e os pais devem ensinar às crianças


Responsabilidade, autonomia, altruísmo e gratidão são algumas noções fundamentais para garantir que as crianças saibam se colocar no futuro que as espera de maneira a conseguir transformá-lo.




Muito se repete que as pessoas se preocupam demais em deixar um mundo melhor para os filhos e se esquecem de deixar filhos melhores para o mundo. Provavelmente, não é o seu caso. Não deveria ser o de nenhuma mãe ou nenhum pai. Afinal, quem construirá uma sociedade melhor se não aqueles que a compõem? E, em um futuro nem tão distante, serão justamente as nossas crianças esses construtores. Para que cumpram bem a função, cabe a nós ensinar a elas princípios como responsabilidade, capacidade de se colocar no lugar dos outros e autonomia. A missão exige uma aliança ampla e irrestrita.

"Antigamente, cobrava-se que a escola passasse às crianças apenas competências técnicas, enquanto a família ficava com os valores e as questões de afetividade. Só que, cada vez mais, pai e mãe têm que trabalhar muito para dar conta da sobrevivência, e seus filhos acabam ficando grande parte do tempo na escola. Portanto, mais do que nunca, a tarefa precisa ser conjunta", observa o psiquiatra Augusto Cury, que está lançando o livro Pais Inteligentes Formam Sucessores, Não Herdeiros (Saraiva). Como fazer isso? No treino diário. "Ninguém constrói valores sem praticá-los. Só o discurso e o sermão não são suficientes. Além disso, a postura do adulto de referência tem que estar de acordo com o que se defende", ressalta a educadora mineira Flávia Vivaldi, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral formado pelas universidades estaduais de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (Unesp). A seguir, detalhamos seis atitudes que todos devem querer ver em seu filho. Aí é só dar o exemplo e incentivá-lo a praticar.

1. Ser responsável


A mãe e o pai chegam em casa exaustos de um dia de trabalho e, em vez de sentar para jantar e conversar com os filhos, começam uma interminável catação dos brinquedos que estão espalhados pela sala. Soa familiar? Embora à primeira vista pareça ser a atitude mais lógica a tomar, estamos falhando como pais quando fazemos esse tipo de coisa, alerta o psiquiatra Içami Tiba, de São Paulo, que acaba de lançar o livro Educação Familiar Presente e Futuro (Integrare). É que perdemos a chance de ensinar às crianças um dos primeiros grandes valores: responsabilidade. "Filhos não nascem folgados, são os pais que os fazem assim. Às vezes porque querem ter a casa em ordem, em outras por pressa, eles não se preocupam em ensinar organização. E nem falo de responsabilizar os filhos por cuidar do que é de todos, mas apenas do que é deles", diz o especialista. "Crianças capazes de pegar o brinquedo da prateleira têm condições de guardá-lo de volta." Aos poucos, esse ensinamento pode ser expandido para a arrumação da cama, do quarto até que a criança aprenda a cuidar do que está à sua volta. Na escola, em geral, a responsabilidade é cobrada em relação à entrega da lição, mas pode ir além também. "Há situações que estimulam esse princípio de forma mais completa. Por exemplo, delegando aos alunos pequenas responsabilidades na organização de atividades comuns, como a quadrilha da festa junina", indica Flávia. Quando se compromete com esse tipo de tarefa, a garotada costuma cumprir o combinado, pois há um grupo esperando aquilo. "O jovem não quer romper o contrato feito com a turma." Construir valores em situações significativas para a criança ou o adolescente é ainda mais efetivo.


2. Pensar e agir sem ajuda externa


É quase irresistível - e, de longe, pode até ser interpretado como maldade: a criança, sem saber como montar o brinquedo ou errando ao soletrar uma nova palavra, e os pais em volta olhando, mudos. Se você se vê na cena, antes de assumir a culpa, pare e pense no bem que fará ao seu filho se deixar que ele aprenda por conta própria. E até que erre sozinho - especialmente o exercício da lição de casa, que precisa ser corrigido pelo professor para que ele saiba as dificuldades de cada aluno e o que falta ser reforçado em sala. "Os pais, mais do que dar as soluções, devem perguntar: 'O que você acha?' Dar conhecimento pronto e respostas rápidas é uma forma de superproteção intelectual que promove, apenas, a lei do menor esforço. Bons educadores devem ser provocadores do raciocínio por meio da pergunta para que as crianças adquiram consciência crítica e saibam se colocar melhor no mundo", recomenda Cury. Devolver a dúvida para o filho instiga a um desafio. Ele pode até reclamar de ter que resolver, mas, no fim, vai adorar perceber que consegue fazer aquilo sozinho. E, conforme for vencendo etapa após etapa, se sentirá fortalecido para confiar mais na própria capacidade, adquirindo cada vez mais autonomia. Os pais devem colocar na cabeça que eles não precisam ser úteis aos filhos o tempo todo. Ok, é difícil cortar esse cordão, uma vez que não queremos ver nosso pequeno tropeçando ou sofrendo no caminho. Mas só assim ele vai aprender realmente e conseguir se virar em situações difíceis, tanto agora quanto quando forem adultos - em um mundo que não economiza na distribuição de obstáculos.


3. Colocar-se no lugar do outro


Vivemos em um mundo cada vez mais individualista, em que mal sabemos quem é nosso vizinho, muito menos por quais dificuldades ele passa - assim, é muito mais fácil reclamar por ele ter largado as malas atrapalhando a entrada no hall comum do que oferecer ajuda, cogitando se ele está enfrentando algum problema, como perdeu ou esqueceu a chave de casa. Nós nos restringimos ao nosso universo (que pode se limitar à tela do celular), não vemos mais nada do que acontece ao nosso lado. Se nós, adultos, somos assim, como cobrar das crianças que aprendam a notar o que está em volta e, mais, colocar-se no lugar do amigo? Como mostrar que ninguém é pior por ter tido uma dificuldade em português ou ter errado o gol no jogo de futebol? E que pode, sim, ficar chateado ao ouvir os colegas rindo de suas falhas? "Os jovens de hoje são muito autocentrados. Eles pensam apenas no que diz respeito a eles e seus amigos ou familiares", aponta Flávia, que é também coordenadora pedagógica da Escola Municipal Wilson Hedy Molinari, de Poços de Caldas (MG), considerada por especialistas em educação um exemplo no ensino de valores. "Para se colocar no lugar do outro, é preciso se exercitar. A escola deve criar situações para que o aluno pense nisso. Por exemplo, assembleias para discussão de questões do grupo, reuniões para construção de regras de convivência e trabalho comunitário." Ouvindo os colegas, fica mais fácil entender que o outro é diferente e tem necessidades que também precisam ser atendidas. "Ter empatia é perceber as intenções do outro, se ele está feliz ou sofrendo, se aquela sua atitude vai prejudicá-lo ou não. E isso é fundamental na vida", analisa Tiba.


4. Fazer por merecer


Não é uma situação rara: no aniversário do filho mais velho, os pais bem-intencionados compram também uma lembrança para o caçula - o coitadinho ia ficar só vendo o irmão com brinquedos novos? "Um filho que faz aniversário merece, pela data, ganhar presente. O outro tem de aprender que o aniversário não é dele e pronto, vai ficar bem. Mas os pais viciam os dois a receber sempre", alerta Tiba. "Da mesma forma, criou-se o costume de dar um carro para o jovem que faz 18 anos. Que esforço ele fez para ganhar essa recompensa?", pergunta o expert. Ao premiar sem mérito, corremos o risco de criar uma geração de mimados que não sabe o valor do empenho e vai cobrar, lá na frente, que a promoção recebida pelo colega de trabalho seja estendida a ele também. Ou, então, não vai saber lidar com a frustração de não ter sido agraciado. É a postura do "herdeiro", que vive de mesada, sem suor próprio, e só gasta o legado recebido - muito diferente da atitude do sucessor, que se preocupa em multiplicar e expandir o que ganhou porque entende o valor que aquilo embute. Flávia, entretanto, atenta para um cuidado que a questão exige no meio escolar: "Reconhecimento pelo esforço é uma coisa, premiar grandes resultados é outra. Existe uma tendência nas escolas de dar destaque ao aluno que se sai bem em determinada matéria. Como mostrar a importância do conhecimento para aquele que nunca conseguiu chegar em primeiro? Isso desestimula", questiona. E diz: "Acaba-se sempre trabalhando o fim, não o meio". Por isso, ela recomenda uma avaliação do processo e ensinar o aluno a ver e comparar como estava no início e aonde chegou. Assim, fica mais clara a evolução - que, aí sim, pode ser premiada.


5. Sentir e mostrar gratidão


A questão tem sido debatida à exaustão: os pais, com pouco tempo (e muita culpa), atolam as crianças com presentes e tudo que elas desejam. Os filhos, por seu lado, exigem cada vez mais. "No passado, os pais erravam sendo autoritários. Atualmente, erram sendo permissivos e ausentes. Se antes diziam 'não' constantemente, agora, com raras exceções, se deixam explorar por filhos bombardeados por uma indústria que estimula o consumo desenfreado", avalia Cury. Por isso, é urgente ensinar às crianças e aos adolescentes a importância da gratidão. Do ato de olhar no olho do convidado que chega para a festinha de aniversário e, no lugar de já ir perguntando "Trouxe o que de presente?", agradecer pela presença, pelo abraço e, por fim, pelo pacote que ele oferece - seja o que for que tiver dentro, pois demonstra que ele pensou em você. Não basta apenas um "obrigado" educado - é preciso ter um sentimento sincero. "Hoje, tudo é tão rápido e descartável que os jovens nem vivem a expectativa do desejo, são atendidos imediatamente. Por isso, a gratidão fica no esquecimento", diz Flávia. Para construí-la, é preciso retomar lá de trás as tais palavrinhas mágicas ensinadas aos menores (por favor e obrigado). "Não há caminhos que não a prática e o exemplo - o próprio professor tem que estar atento para agradecer quando um aluno pega sua caneta do chão", explica ela. O estímulo continua na proposta de trabalho em dupla ou em grupo, momento em que o aluno pode perceber a utilidade do auxílio prestado pelo amigo e ficar sinceramente grato a ele.


6. Saber lidar com as próprias emoções


De maneira geral, transmitir um conteúdo técnico, como uma regra de gramática ou uma fórmula de matemática, é até mais simples do que lidar com as fragilidades emocionais e sociais. Tanto as dos adultos como as das crianças. Nada mais natural, portanto, que os pais, com cada vez menos tempo para dedicar à família, negligenciem essa área, formando crianças menos preparadas a administrar seus medos, suas expectativas e frustrações. "Pais que são manuais de regras sobre o certo e o errado estão aptos a lidar com máquinas, não a formar mentes brilhantes. Grande parte deles nunca dialogou com os filhos sobre suas emoções", aponta Cury. Agora, se é assim em casa, o que dirá no ambiente escolar, acostumado a entupir os alunos de informações e conceitos. Pensando nisso, algumas instituições têm incorporado dinâmicas para facilitar esses cuidados. O Colégio Singular, no ABC paulista, por exemplo, adotou o método de Escola da Inteligência, criado por Cury. Com ele, são propostas atividades que facilitam as percepções emocionais - um exemplo é contar histórias em que os personagens vivem conflitos semelhantes aos das crianças. "O professor cultiva um ambiente em que o aluno sente que está sendo entendido e consegue ver uma saída para as próprias frustrações", conta a diretora, Rosanella Gambogi. Mas para que o processo seja sedimentado é importante que a troca entre a escola e os pais se mantenha constante - por meio de reuniões e até grupos de estudo.



Fonte Educar para crescer

Os benefícios do trabalho em equipe nas escolas

 
Tolerância, respeito, organização e disciplina estão entre os principais aspectos positivos dessa estratégia pedagógica.




A capacidade de desenvolver trabalhos em conjunto tem sido uma das qualidades mais exigidas no mercado de trabalho e, desta forma, trabalhar em equipe nas escolas significa possibilitar a troca de conhecimentos e agilidade no cumprimento de metas e objetivos, preparando os alunos, desde já, para o futuro profissional e para a vida.

O trabalho em equipe é uma oportunidade de construir coletivamente o conhecimento. "Por meio dessa prática, o aluno se relaciona de modo diferente com o saber. É um momento de troca, em que a criança ou adolescente se depara com diferentes percepções", explica Stella Galli Mercadante, diretora de ensino fundamental do Colégio Vera Cruz, em São Paulo.

Nas escolas ele tem contribuído, de maneira significativa, para melhorar os relacionamentos interpessoais. Trabalhar em grupo é aprender a lidar com as diversidades e aceitar as opiniões dos outros colegas, saber ouvir, dar opiniões e trabalhar coletivamente é essencial. Em equipe, alunos aprendem a deixar de lado possíveis atritos, intrigas e brigas, sabendo separar os problemas particulares da vida estudantil. O método é um grande aliado da psicologia e bastante eficaz contra o bullying nas escolas. 

Para ser proveitoso, esse tipo de tarefa pede estratégias adequadas para cada faixa etária, além de planejamento. Sendo assim, o professor deve saber qual é o objetivo e, em função disso, dar as orientações necessárias, lembrando que o trabalho em grupo é mais eficaz, quando a temática é abrangente, o que exige divisão de tarefas e ampla orientação aos estudantes.

Com tarefas em grupo, o estudante exercita uma série de habilidades e, ao mesmo tempo em que estuda o conteúdo das disciplinas, aprende a escolher, avaliar e decidir. Nesse tipo de tarefa, treina-se a capacidade de ouvir e respeitar opiniões diferentes, e isso exercita a comunicação e a tolerância, propicia a mudança de mentalidades e abre caminhos para a construção de exercícios de democracia e liberdade. Durante a participação, o indivíduo aprende que precisa levar em consideração assuntos bem mais abrangentes do que os seus próprios interesses para conseguir a cooperação de todos do grupo. 

A participação em trabalhos em grupo também desenvolve atitudes de integração, comprometimento com as decisões e divisão de responsabilidades. Essa cultura de trabalho coletivo proporciona, ainda, a construção de um diálogo entre professor e alunos, fazendo com que os mesmos estudem, leiam e procurem outras alternativas, tornando-se mais críticos, criativos, observadores, sejam portadores de novas ideias e capazes de produzir conteúdos que complementem o aprendizado.

Se a prática é aplicada nos anos iniciais da escola, as crianças aprendem a trabalhar coletivamente e a escutar seus pares desde cedo. Assim, desenvolvem sua autonomia.


Professor, não grite com seu aluno.

Olá!

Hoje eu estava a procura de artigos sobre a afetividade em sala de aula para trabalhar com meus professores. Vasculhando a net, encontrei muita coisa sobre o tema e algo me chamou a atenção e, acredito, acontece em muitas escolas.

Se existe algo que me incomoda, profundamente, são gritos. Muitas vezes acompanhados de uma terrível expressão facial e palavras de humilhação. Para falar sobre esse assunto, encontrei um texto de uma psicóloga. Texto muito bom!

Contrário a isso, iniciarei com duas citações importantíssimas que falam da afetividade em sala de aula (preciso destacar, em qualquer relação).


Crianças aprendem melhor quando gostam de seu professor, e quando sabem que seu professor gosta delas.


O afeto é essencial para todo o funcionamento do nosso corpo nos dando coragem, motivação, interesse, e contribuindo para nosso desenvolvimento. E é pelas sensações que o afeto nos proporciona que sabemos quando algo é verdadeiro ou não. Principalmente para a criança o afeto é importantíssimo, pois ela precisa sentir-se segura para poder desenvolver seu aprendizado, e é necessário que o professor tenha consciência de como seus atos são extremamente significativos nesse processo, porque essa relação aluno-professor é permeada de afeto, e as emoções são estruturantes da inteligência do indivíduo.
(WALLON, 1995)


“Para aprender, necessitam-se dois personagens (ensinante e aprendente) e um vínculo que se estabelece entre ambos. (...) Não aprendemos de qualquer um, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e direito de ensinar 
(Fernandéz, 1991, p. 47 e 52). 


" Observo muitos professores, na beira do abismo do stress, tentando fazer com que os alunos os escutem e aprendam aos berros. Fico me perguntando, como acreditam que eles vão aprender algo agindo dessa forma? Sabem eles que isso gera um enorme constrangimento ao aluno? Sempre leio nas redes sociais: “gritos não educam”, também entendo que não ensinam. Então, pra que gritar? Não sou professora, entendo o lado “de saco cheio” que muitos possuem, porém, também entendo que de nada adianta reclamar da turma. A válvula de escape de muitos professores é o grito, mas vamos lá, o que pode causar tanto stress numa turma?
Quando questionados sobre afetividade, muitos professores alegam que são afetuosos com seus alunos, e eu acredito nisso. Mas, por que também não o ser na hora das atividades? Que, diga-se de passagem, é a hora mais importante. Seja do ensino infantil ou do fundamental, ser afetuoso vai além do abraçar quando chega ou se despedir quando vai embora. No ato de ensinar precisa ter uma dose também, e das grandes!
Gritar com uma criança é algo assustador, tanto para quem está do lado dela quanto para a própria criança. Muitas vezes ela não vai entender que o grito é para educá-la, até porque nenhum grito é bem vindo numa relação. Quando a criança é pequena o que pode se desenvolver é um medo ou uma vergonha, dependendo a situação que gerou o grito. Já com as maiores, podemos pensar que se desenvolverá uma raiva, uma irritação pelo constrangimento que foi gerado. São muitos os professores que berram com um determinado aluno na frente de outros, e isso não é uma coisa agradável. Crianças também se sentem constrangidas e isso afeta todo o sistema social delas!
Se queremos desenvolver cidadãos que respeitam e que acreditam no futuro precisamos mudar alguns hábitos nas salas de aula. Sei que pode ser difícil, mas acredito que não é impossível. Se você, professor, acredita que ‘gritos não educam’, acredite que também não ensinam. Pois realmente não ensinam! Desenvolvem-se os medos, as vergonhas, culpas desnecessárias e irritação, que prejudicam, que atrasam e que ficam guardadas como rancores de uma aprendizagem mal sucedida. A atividade, que era para ser algo inovador, se transforma em algo assustador e aí as dificuldades aparecem. Outra coisa que pode aparecer também é a violência, que mais tarde, pode ser uma via de escape do aluno.
Eu sou psicóloga e acredito na capacidade de mudança do ser humano, acredito que ele pode, se ele assim desejar. Acredito que podemos mudar um mundo inteiro, se mudarmos nossas atitudes com a infância. Vemos tantas notícias ruins de alunos que agridem seus professores que fico pensando o quão pior ainda pode ficar. Acredito que se tornarmos a aprendizagem mais afetiva, os alunos confiarão mais e acreditarão que são capazes de aprender.
O que grito faz é totalmente o contrário: bloqueia, diminui a autoestima e a motivação do aluno. Quer gritar? Que sejam gritos de alegria, com muita gargalhada. E não gritos de humilhação e medo." por Psi Stephanie Machado Barbosa

Psicomotricidade



“É uma ciência que tem como objetivo o estudo do homem através do seu corpo em movimento, nas relações com o seu mundo interno e externo.” (Sociedade Brasileira de Psicomotricidade)
Ao se ouvir falar em Psicomotricidade, a primeira coisa que nos vem a mente é o movimento, e consequentemente pensamos na vida que é cheia de movimento.
O movimento está presente em cada atividade desenvolvida, desde a mais simples até a mais complexa. O bom aluno deveria ser reflexo não somente de uma mente ocupada em sala de aula, mas também de sua presença de corpo inteiro. Hoje em dia as crianças estão cada vez mais privados de se manifestar fisicamente. Crescemos aprendendo a sermos passivos, a controlar nossos anseios e a seguir um padrão social já estabelecido e muitas vezes, depois gastamos nosso tempo e dinheiro com programas terapêuticos para recuperarmos algo que foi podado e que era para ser natural. Respeitando a necessidade de expressão corporal que as crianças têm, o aprendizado pode ocorrer muito mais naturalmente.
Nesse sentido, tem-se como uma das funções da Psicomotricidade, auxiliar e/ou educar através dos movimentos corporais, a manifestação de aspectos afetivos e cognitivos, facilitando a aprendizagem, uma vez que o movimento é uma das bases fundamentais do desenvolvimento da criança e tem um significado na sua relação afetiva com o mundo.
A criança está em constante movimento corporal, e se utiliza deste para buscar o conhecimento de seu próprio corpo e do outro, e para suprir sua necessidade de experimentá-lo não só para seu domínio, mas para a construção da sua autonomia, responsabilidade e sensibilidade. 

 O corpo em movimento está todo o tempo presente no processo de alfabetização. A estimulação corporal através de atividades específicas traz ao bebê maior segurança para receber todo o estímulo do mundo que o rodeia, fazendo-o interagir de forma positiva com as pessoas que o cercam, desenvolvendo integralmente suas potencialidade e o crescimento normal.
Num outro momento do desenvolvimento, a escola deverá proporcionar espaço para se trabalhar conceitos psicomotores para que o aluno construa sua imagem corporal e obtenha o conhecimento de maneira expressiva, desenvolvendo sua capacidade de comunicação e interação.
 A psicomotricidade deve então, ser considerada como uma educação de base na escola primária, pois ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares, levando a criança a tomar consciência de seu corpo, organizar sua lateralidade, situar-se no espaço, dominar seu tempo e adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos. Tudo isso traz como benefício, por exemplo, a aquisição da habilidade para manipular os objetos de sala de aula (lápis, tesoura, régua, etc), uma vez que torna a criança consciente de suas mãos como parte de seu corpo permitindo que ela desenvolva padrões específicos de movimento e o controle de seu tônus muscular, além de proporcionar um aprendizado prazeroso porque englobará também o lúdico, resgatando e dando um novo significado ao vínculo aluno-escola-conhecimento.


Calendário de Março






Dia 15  de março é Dia Internacional do Circo, já no dia 27 é comemorado o dia do Circo no Brasil, em homenagem a um palhaço Brasileiro.

          Atualmente comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.

Como surgiu o circo?

É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5 000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia. Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos. Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços.

Quando o circo chegou ao Brasil

No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista. Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa. Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo. O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.

Nossos palhaços

Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" - ele mesmo se intitula assim - diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal. "Sou contra circo que tem animais. Não gosto. O circo comum, sem animais, agrada muito mais." Carequinha. Denominado o "Rei dos Palhaços", o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922. "O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer" Frase dita por Piolin, pouco antes de morrer.


Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas